Copa Pan-Americana de Tênis de Mesa

fevereiro 2, 2019 by

A Copa Pan-Americana de Tênis de Mesa deu a largada nesta sexta-feira em Guaynabo, Porto Rico, com a fase de grupos. A brasileira Lin Gui, 99ª do mundo venceu seus dois jogos por 4-1 contra a guatemalteca Lucia Cordero e Yasiris Ortiz (República Dominicana) e se classificou para as quartas-de-finais. Neste sábado ela enfrenta às 12h50, horário de Brasília, a norte-americana Yue Wu (45ª). Bruna Takahashi, melhor brasileira no ranking mundial, ocupando a 69ª colocação entrou direto nas quartas por ser uma das principais cabeças-de-chave e enfrenta a mexicana Yadira Silva (154ª do mundo). A canadense Mo Zhang (19ª) e a porto-riquenha Adriana Diaz (23ª) são as principais favoritas da competição.

 

No masculino, os dois brasileiros são os favoritos para a final. Hugo Calderano, 6º do mundo e Gustavo Tsuboi, 39ª, são os dois melhores jogadores do continente. A principal ameaça aparenta vir do norte-americano Khanak Jha, 49º. Tsuboi enfrenta o canadense Jeremy Hazin, apenas 318 no ranking, às 18h e às 19h40, Calderano desafia o local Brian Afanador, 119º do mundo e que tem recebido apoio do cantor Ricky Martin no Instagram.

 

Os jogos poderão ser acompanhados aqui:

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Rússia muda sede do Mundial de Boxe masculino

janeiro 30, 2019 by

A Associação de Boxe Internacional (AIBA) alterou a sede do mundial de Boxe masculino, que tinha sido delegada a Sochi. Agora, Yekaterinburgo receberá os atleta entre os dias 7 e 21 de setembro – a data permanece a mesma. A decisão foi a pedido da Associação de Boxe Russa.

O mundial feminino de boxe deste ano também acontece na Rússia, entre os dias 3 e 13 de outubro, em Ulan Ude, cidade próxima à fronteira com a Mongólia.

Seletiva brasileira para Gran Prix

janeiro 29, 2019 by

O site Olimpíada Todo Dia noticiou que Marcus D’Almeida e Anne Marcelle venceram, neste fim-de-semana em Maricá-RJ, as seletivas do Recurvo para comporem a equipe brasileira nas etapas do Grand Prix a serem realizadas no México (Feminino) e Chile (Masculino)

janeiro 28, 2019 by

Ao contrário do torneio feminino do Australian Open (a qual comentei aqui),  o torneio masculino foi um dos mais fracos e sem graças dos últimos tempos. De forma bastante inesperada e decepcionante, pois existia uma grande expectativa anterior ao torneio, a respeito de Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Ambos pareciam em grande forma e firmes favoritos a atingir juntos a semifinal, o que não acontece desde o Finals de 2015 (a última vez que os três alcançaram em um torneio eliminatório normal foi no Master de Paris em 2013 e em um Grand Slam desde Roland Garros 2012.

 

O torneio foi marcado pelo anúncio na sexta-feira precedente que Andy Murray provavelmente se aposentará em Wimbledon, tendo ainda deixado aberta a possibilidade que penduraria a raquete ainda na Austrália. Jogando com muita garra, conseguiu levar ao quinto set um jogo praticamente perdido contra o embalado Roberto Bautista Agut (estava 2 sets atrás e quebra). Ao final, um vídeo melancólico em seu story do instragram da quadra Hisense (ou seria a Rod Laver?). Provavelmente a última vez que Murray entra em quadra? Esperemos que não!

 

Daí que talvez no melhor jogo do torneio, Roger Federer não aproveitou suas 12 chances de quebra do saque de Stefano Tsitsipas, e levou uma virada de 3-1 nas oitavas de finais. Enquanto isso Novak Djokovic e Rafael Nadal praticamente passearam no torneio – Djokovic teve problemas apenas nas oitavas contra Daniil Medvedev mas conseguiu se superar em 3-1. Curiosamente, tanto Tstitsipas tem um jogo muito parecido com o de Federer e Medvedev também aguenta bolas de tudo quanto é lado quanto Djokovic.

 

A final que era de dar água na boca, considerando o retrospecto: 53º capítulo do duelo mais repetido na Era Aberta, com ligeira vantagem de 27 a 25 para Djokovic, e responsáveis por obras-primas do esporte, como a semifinal de Wimbledon 2018, ou a final de Austrália em 2012. Não só isso, mas Nadal está apresentando o jogo mais agressivo de sua carreira, enquanto Djokovic cada vez mais defensivo, segurando nas trocas de bolsa e esperando o erro não-forçado do adversário, quase num espelho do que os dois jogadores eram no início de sua rivalidade.

 

O que se viu foi um Djokovic dominando do início ao fim e um Nadal completamente perdido em quadra. Djokovic não só chega ao 15º Grand Slam, como amplia sua liderança no ranking, tendo vencido os três últimos Grand Slams. Já Roger Federer, sem os 2000 pontos do título no ano passado caiu para sexto lugar, sendo ultrapassado por Alexander Zverev, que novamente fez uma campanha tímida num torneio de gala aparecendo completamente apático nas oitavas diante de Milos Raonic, Juan Martin Del Potro, ainda afastado por lesão, e Kevin Anderson, derrotado ainda na segunda rodada. Com a defesa de 1100 pontos nas próximas semanas, Federer surpreendentemente vê seu lugar no top10 ameaçado ainda que de forma discreta.

 

Sem movimentações expressivas no topo, fica-se na expectativa pela nova geração, batendo na porta do top100: Karen Khachanov, da Rússia, com 2880 pontos, o grego Stefano Tsitsipas, com 2805, e Borna Coric (CRO) com 2605, ocupam a 11ª, 12ª e 13ª colocação, bem perto do croata Marin Cilic, com 3140. Uma boa chance para um deles entrar no top10 virá nos Masters1000: John Isner, atual nono colocado defende o título e mil pontos, praticamente um terço dos seus atuais 3155 e provavelmente abrirá caminho para um dos representantes da chamada Next Gen.

 

Nas duplas, o destaque fica para os franceses Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut que pareciam em crise no ano passado e levaram a taça completando o Grand Slam. Com Mahut praticamente se aposentando em simples (aparece em 196º do ranking) e Herbert atingindo seu melhor ranking de simples (44º), é esperar para ver se o quarto Grand Slam da dupla (vencedores do US Open em 15, Wimbledon em 16 e Roland Garros em 18 vai ser o empurrão que faltava para eles voltarem a melhor forma ou será encarado como um dever cumprido para Mahut em sua carreira e Herbert nas duplas, focando em simples. Com a proximidade das Olimpíadas, imagino que a decisão será rápida e imagino que a dupla seguirá até Tóquio.

Brasil tem melhor campanha no Mundial de Handebol masculino

janeiro 27, 2019 by

Terminou neste domingo, o 26º Edição do Mundial de Handebol Masculino. O Brasil terminou em 9º no torneio, superando com folga o 13º alcançado no Mundial de 2013, antiga melhor marca da seleção brasileira. Melhor ainda: pegou dois grupos bem difíceis nas fases iniciais, o que custou caro e a eliminação na segunda fase.

 

De frente a seus torcedores, a Dinamarca levou o primeiro campeonato mundial, com uma vitória surpreendentemente larga sobre a Noruega, por 31 a 22. A Dinamarca, atual campeã olímpica, compartilhou a sede com a Alemanha, que chegou na fase final invicta,mas ficou fora do pódio ao perder a disputa do bronze para a França num eletrizante 26-25.

 

Recapitulando os jogos do Brasil, encontramos um padrão interessante:

 

11/01 Brasil 22×24 França – campeã mundial em 95, 01, 09, 11, 15, 17; campeã olímpica em 2008, 2012 e prata em 2016)

12/01 Brasil 21×34 Alemanha – anfitriã; campeã mundial em 07; medalha de prata nas Olimpíadas de 2004 e bronze em 2016)

14/01 Brasil 24×22 Sérvia – bronze nos mundiais de 99 e 01; vice-campeã europeia em 12

15/01 Brasil 25×23 Rússia – campeã olímpica em 2000 e bronze em 2004

17/01 Brasil 35×26 Coreia (time unificado)

20/01 Brasil 29×26 Croácia – campeã mundial em 2003, vice em 2005 e 2009; bronze em 2013; campeã olímpica em 2004; medalha de prata em 2012

21/01 Brasil 24×36 Espanha – campeã mundial em 05, 13; bronze nas Olimpíadas de 1996, 2000, 2008.

23/01 Brasil 32×29 Islândia – prata nas Olimpíadas de 2008

 

Foram oito jogos, sete contra times europeus (e todos que fazem parte da elite do continente. A 9º colocação só não é a melhor colocação de um time não-europeu porque o Egito, sede do próximo mundial, terminou em oitavo lugar, pegando grupos inegavelmente mais fracos e sem vencer nenhum time europeu: empatou contra Hungria, perdeu para Suécia, Dinamarca e Noruega, ainda perdeu para Catar e venceu apenas Argentina, Angola e Tunísia. Ainda que o Brasil tenha feito uma melhor campanha, acabou em 5º lugar do grupo A, enquanto Egito terminou em 4º do Grupo B.

 

A vaga para as Olimpíadas poderão ser definidas no Pan-Americano de Lima. Argentina, Chile e EUA não são, normalmente, adversários fortes para o Brasil, mas numa final de campeonato, é preciso ter cautela. Caso algo aconteça e perdemos a vaga, a qual somos amplos favoritos, ainda há chance do Brasil participar de um torneio qualificatório mundial, jogando contra os times europeus, o que seria bem mais difícil.


O mundial feminino acontecerá no Japão entre 30 de novembro e 15 de dezembro.

Judô: Nathalia Brigida leva o bronze em Grand Prix de Tel Aviv, Israel

janeiro 27, 2019 by

O Grand Prix de Tel Aviv teve sua primeira edição neste fim-de-semana, entre quinta e sábado na cidade israelense. Depois da polêmica em 2017 em que israelenses não foram permitidos competir sob sua própria bandeira em Abu Dhabi, é difícil pensar que esse Grand Prix não foi uma resposta política. De qualquer maneira, os atletas israelenses aproveitaram a chance e levaram quatro medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Sem seleções principais no evento de abertura da temporada, a Itália e França deram sequência no quadro de medalhas, com dois ouros cada uma.

 

O Brasil teve 5 representantes e ganhou uma medalha de bronze no primeiro evento promovido pela Federação Internacional de Judô em 2019.

 

Felipe Kitadai foi eliminado na segunda rodada do -60kg para o russo Albert Oguzov, que terminou com o bronze. Kitadai está em 43º no ranking e bem atrás de Eric Tabatake e Phelipe Pelim, que aparentam ser os favoritos a disputar uma vaga nas Olimpíadas de Töquio.

 

Diego Santos também foi derrotado na segunda rodada da categoria -66kg por Shakhram Akhadov. Ele entrou no top100 mundial e é o quarto melhor brasileiro ranqueado, lista que tem Daniel Cargnin em seu top10.

 

A participação masculina brasileira foi encerrada com Gustavo Assis nos -90kg masculino que não passou da estreia diante do canadense Mohab El Nahas. Ele atualmente aparece em 87º na lista mundial, sendo o terceiro melhor colocado.

 

Melhor sorte tiveram as meninas na cidade israelense. Nathalia Brígida, ainda no primeiro dia, ganhou a medalha de bronze, seu primeiro pódio internacional desde 2016, o que pode alavancar seu ranking de olho na disputada vaga brasileira para os -48kg feminino.

 

Primeira medalhista feminina individual brasileira da história, Ketelyn Quadros tenta voltar a uma Olimpíada 12 anos depois e conseguiu um bom resultado ao chegar nas semifinais da categoria -63kg, mas infelizmente perdeu para a local Inbal Shemesh na semifinal e para a holandesa Sanne Vermeer na disputa pelo bronze.

Mudança de Guarda na WTA? Serena, Osaka e as demais.

janeiro 27, 2019 by

Há muito tempo fala-se numa “troca de guardas” no tênis masculino, visto que desde 2005 ele vem sido dominado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic (este, entrando no clube em 2010…) e em menor grau, Andy Murray. Neste período poucos conseguiram furar o “big 4”: Desde que Nadal surgiu para o mundo, em Roland Garros 2005, o magnífico trio que briga pelo posto de “melhor tenista de todos os tempos”, levou 48 dos últimos 56 Grand Slams: Murray levou 3, Stan Wawrinka em campanhas iluminadas levou outros 3, e Juan Martin del Potro e Marin Cilic surpreenderam e garantiram seu nome na história.

 

Já no tênis feminino, existe uma pluralidade de vencedoras: nos últimos 56 torneios, tivemos 22 vencedoras, com apenas 6 vencendo mais que dois torneios: Venus Williams e Angelique Kerber levaram 3, Maria Sharapova, Kim Clijsters e Justine Henin venceram 4 e Serena Williams ganhou 16.

 

Serena vem dominando o esporte há 20 anos, de uma maneira mais sutil, ainda que sempre presente. Desde 1999 ela só não atingiu a final de um Grand Slam em 2000 e 2006. Ela entra no torneio, não importa qual ranking, com pinta de favorita e muitas de suas derrotas podem ir para sua conta. A pirraça no US Open é a prova mais midiática disso, mas também a derrota na semi do US Open 2015, a final da Austrália em 16, entre outras.

 

Sua campanha neste torneio foi marcante neste sentido: No que muitos chamaram de final antecipada (um tanto antecipadamente…), Williams entrou em quadra na quarta rodada diante da número 1 do mundo com todo o favoritismo, carregando a vantagem de 7-1 no duelo – única derrota aconteceu na fase de grupos do Finals de 2014, que terminou com título de Serena diante… de Halep! Serena começou voando, sem dar chances para a romena (6-1), mas o resto do jogo foi bem mais apertado e o terceiro set poderia ter ido para qualquer lado.

 

Em seguida, quando parecia mais favorita do que nunca para finalmente atingir o 24º Grand Slam, e igualar o número de Margaret Court (que jogou antes da Era Aberta, quando as principais tenistas não viajavam à Austrália) e seu primeiro Grand Slam como mãe. Em mais um de seus altos e baixos, Serena conseguiu virar as quartas contra Karolina Pliskova de 4-6; 1-3 para 4-6, 7-5, 5-1. Talvez atrapalhada fisicamente ou mentalmente por uma leve torção e queda, Serena saiu completamente do jogo e levou 6 games seguidos.

 

Mais do que uma eliminação em quartas de Slam – algo não exatamente vexaminoso ou decepcionante – esse Aberto da Austrália marcou um cenário da WTA inverso do que acontecia nos últimos anos em que Serena Williams partilhava o topo do ranking e os títulos com duas ou três adversárias que viviam um bom momento e contra quem geralmente tem um certo domínio nos duelos diretos (Henin, Clijters, na virada da década, Azarenka e Sharapova nos últimos anos, Kerber recentemente, Venus sempre). Temos agora um nivelamento fortíssimo entre as melhores jogadoras, em que a maioria parece se superar ao máximo nos grandes torneios, e mostrando consistência. Três pontos apontam para isso:

 

1- Nenhum domínio claro no ranking e nos títulos

 

O Aberto da Austrália começou sob uma estatística interessante: Os últimos oito Grand Slams foram vencidos por oito jogadoras diferentes e não era improvável que uma nona jogadora, seja uma surpresa ou uma semi-veterana ampliasse a lista.

 

Também no início do torneio, onze jogadoras tinham chances de terminar a competição na liderança do ranking. Entre os nomes de jogadoras que não constavam neste bolo, as multi-campeãs de Grand Slam Serena Williams, Venus Williams, Azarenka, Sharapova, Murguruza e Kerber. Todas elas fizeram um grande torneio e foram eliminadas em fortes duelos. A partir das quartas, já viu-se duelos diretos entre as postulantes (Svitolina x Osaka nas quartas, Pliskova x Osaka na semi e Kvitova x Osaka na final).

 

2- Grandes jogos, avanço das favoritas e surgimento de novas caras

 

O torneio feminino foi um dos mais fortes Grand Slams dos últimos anos, com jogos de alto nível, combinando as grandes favoritas seguindo para as fases finais e uma dose de zebras que fizeram merecer o avanço.Pela primeira vez desde Wimbledon 2009, as oito primeiras cabeças de chave chegaram na terceira rodada. Nesta fase, já tivemos alguns grandes duelos: Simona Halep, que passou apuros na segunda rodada contra Sofia Kenin, vencendo Venus Williams; Garbine Murguruza, ex-número 1 e atual 18 do mundo, passando por 3 sets diante da suiça Timea Bacsinszky, ex-top 10 e que volta de lesão; Petra Kvitova atropelando Belinda Becic; Hsieh Su-wei assustando Naomi Osaka, que prevaleceu em 3 sets; e o principal deles, a atual campeã Carolina Wozniacki perdendo para Maria Sharapova, que ainda não conseguiu ter sucesso após ser pega no doping e não sabe lidar bem com a imprensa e o público, como demonstrou muito bem (ou melhor, muito mal), na coletiva depois da derrota para a esperança local, Ashleigh Barty, na quarta rodada – atenção para as perguntas entre 00:35 e 2:21)

 

Na quarta rodada, tudo ficou mais intenso: Sloane Stephens que parecia uma das favoritas a tomar a liderança de forma inédita caiu para a russa Anastasia Pavlyuchenkova; Angelique Kerber, número 2 do mundo, foi atropelada por Danielle Collins (6-0, 6-2), Osaka e Elena Svitolina sobreviveram a 3 sets e mantiveram vivas as chances de atingir de forma inédita a liderança e Kvitova confirmou-se como o principal nome do torneio, ao passear por cima da sensação norte-americana Amanda Anisimova, 6-2, 6-1. Anisimova, com apenas 17 anos e meio, foi a primeira tenista nascida no século XXI a atingir a quarta rodada de um Grand Slam.

 

Todos esses elementos deixaram o Slam muito empolgante. Collins teve seu primeiro grande resultado em Grand Slam depois de se dedicar à carreira universitária (e ao tênis universitário norte-americano), provando que existem outros caminhos além do traçado pela maioria de tenistas – Kevin Anderson seguiu o mesmo caminho inclusive. Pliskova já foi número 1 do mundo em 2017 e tentava conseguir seu primeiro Grand Slam – e automaticamente retomar o número 1 do mundo.

 

3- Final e surgimento de uma estrela?

 

A final teve todos os ingredientes para coroar esse torneio. Tanto Naomi Osaka quanto Petra Kvitova buscavam a liderança inédita no ranking e desafios especiais: Osaka, vencedora do US Open, seria a primeira jogadora desde Jennifer Capriati a conquistar o segundo Slam imediatamente após o primeiro – dobradinha Austrália-França em 2001 – ou ainda o primeiro bi-slam desde o “Serena Slam”, entre US Open de 14 e Wimbledon de 15. Já Kvitova, campeã de Wimbledon em 11 e 14, coroaria um retorno inacreditável após a facada que levou num assalto no final de 2016.

 

Osaka, tinha vencido seus últimos quatro jogos em três sets, virando na terceira e quarta rodada. Já Kvitova não tinha perdido um set, e estava voando em quadra com um tênis super agressivo. Mais uma vez tivemos a prova de que uma campanha não faz uma final. Ainda que Kvitova seguisse com winners sem parar e apresentando um tênis vistoso e lindo de ver, não aproveitou as muitas chances enquanto Osaka parecia focada e ganhou as poucas chances que teve. Ao ter três match points em 7-6, 5-3, 0-40, Osaka já olhava a taça. Numa reviravolta incrível, Kvitova salvou todos os pontos, quebrou em seguida por duas vezes a adversária e fechou o set em 7-5 mostrando uma rara perda de equilíbrio de Osaka.

 

A tenista norte-americana que defende o Japão e é marcada por sua atitude tímida e minimalista em demonstrar emoções parecia descontrolada e a beira das lágrimas. Foi ao vestiário e conseguiu uma quebra fundamental já no terceiro game. Kvitova teve chances de quebra no sexto game, mas Osaka conseguiu salvar, o que selaria seu título.

 

É apenas seu terceiro título, depois de Indian Wells e US Open. Tal qual Serena, ela parece a jogadora que sabe focar e apresentar seu melhor tênis, não exatamente vistoso, nos principais palcos. A ver agora como ela irá se portar como a nova líder do ranking feminino e grande estrela da WTA. Seria o início de um novo domínio, tal como Williams – lembrando que Osaka tem apenas 21 anos?

 

É preciso esperar também para saber se esse Aberto da Austrália foi uma exceção ou começo de uma nova Era, em que as principais jogadoras apresentam resultados consistentes nos principais torneios. É importante lembrar, que alguns meses atrás, nenhuma das 10 primeiras cabeças chegou nas quartas de Wimbledon. Enquanto essa inconsistência nos jogos e nos torneios vem sendo uma marca da WTA, o Aberto da Austrália deste ano mostrou que o torneio feminino, em seus jogos de “apenas” três sets podem apresentar fortes emoções no mais alto nível.

Campeões olímpicos no judô #1

maio 13, 2017 by

A medida que o tempo permitir vou fazer um compêndio visual com os vencedores do judô por peso.

A categoria para homens abaixo de 60kg foi incluída apenas em 1980 e conta com oito vencedores, de cinco países diferentes. Tadahiro Nomura é o único judoca a ter conquistado três ouros consecutivos no esporte.

60kg 1980 Thierry Rey (V)

Moscou (1980) – Thierry Rey (01/06/1959, Furnes-Bélgica), francês representando o COI devido ao boicote. Era campeão mundial (1979) e se tornou o primeiro judoca do país a ser campeão mundial e olímpico simultaneamente. Presença constante na mídia, aproveitou sua pose de galã para participar de filmes e peças depois do fim da carreira. Teve um filho com a filha de Jacques Chirac e foi conselheiro esportivo de François Hollande.

60kg 1984 Shinji Hosokawa

Los Angeles (1984) – Shinji Hosokawa (02/01/1960, Ichinomiya). O japonês ganharia também o mundial de 1985, em Seul. Depois de uma breve interrupção para se dedicar aos estudos e à carreira docente, volta aos tatames em 1987, com uma prata no mundial de Essen e um bronze nas Olimpíadas de 1988. Hoje é professor e técnico.

 

 

60kg 1988 kim jae yup

Seul (1988) – Kim Jae-yup (17/05/1965). O sul coreano tinha tomado um ippon na final das Olimpíadas de 1984. Se vingou de Hosokawa na final do Mundial de Essen em 87 e derrotou na final o norte-americano Kevin Asano (foto acima). Campeão olímpico sem ter levado sequer um ponto dos adversários. Atualmente é professor universitário.

 

60kg 1992 Nazim Huseynov

Barcelona (1992) – Nazim Huseynov (02/08/1969, Baku) defendia a Equipe Unificada mas pode ver a bandeira azeri ser hasteada. Tinha sido bronze no mundial de Barcelona em 91 e campeão europeu em 92; seria prata no mundial de Hamilton em 93 e bicampeão europeu em Atenas, no mesmo ano. Se aposentou em 2000 e atualmente é técnico. Hasteou a bandeira do Azerbaijão na abertura das Olimpíadas de Atlanta.

 

60kg 1996 Tadahiro Nomura

Atlanta (1996) – Tadahiro Nomura (10/12/1974, Koryo) – Relativamente desconhecido surpreendeu a todos ao vencer o ouro olímpico. No seguinte foi campeão mundial em Paris e tri-campeão japonês (1996-8) se retirando no ano seguinte por lesão…

 

60kg 2000 Tadahiro Nomura (V)

Sidnei (2000) – Nomura voltou a tempo de conquistar a vaga olímpica. Na final, derrotou Jung Bu-Kyung (CRS) em apenas 14 segundos, aplicando um sumi otoshi. Em 2001 se casou e deu um tempo do judô para estudar em São Francisco.

Japan's Nomura celebrates displays gold medal in judo men's extra lightweight at the Athens 2004 ...

Atenas (2004) – Voltou às competições em 2003, com um bronze no mundial de Osaka. No ano seguinte, conseguiria um feito inédito, sendo o primeiro asiático tricampeão olímpico em competições individuais. Em 2007 ganhou pela sexta vez o campeonato nacional mas não conseguiu a vaga para Pequim. Tentou voltar ao time Olímpico em Londres e acabou se aposentando. finalmente em 2015.

 

60kg 2008 Choi Min-ho

Pequim (2008) – Choi Min-ho (18/08/1980, Gimcheon) tinha sido bronze nas Olimpíadas de 2004 e Campeão Mundial em 2003. Bronze no Mundial do Rio, venceu o campeão europeu Ludwig Paischer (AUT) na final, tendo aplicado ippon em todas suas cinco lutas.. Foi escolhido Judoca do ano pela L’Esprit du Judo. Em 2012 foi prata no Campeonato Asiático de Tashkent e virou um dos técnicos da seleção nacional.

 

60kg 2012 Arsen Galstyan

Londres (2012) – Arsen Galstyan (09/02/1989, Nerkin Karmiraghbyur – Armênia), levou a primeira medalha da Rússia nas Olimpíadas, para a alegria do presidente Vladimir Putin, faixa-preta no Judô. Em uma competição dura, passou pelo campeão asiático Choi Gwang-Hyeon (CRS) nas quartas, o bicampeão mundial Rishod Sobirov (UZB) e o vice-campeão mundial, Hiroaki Hiraoka (JAP).

 

60kg 2016 Beslan Mudranov

Rio de Janeiro (2016) – Beslan Mudranov (07/07/1986, Baksan), foi aos poucos se tornando o titular da vaga para as Olimpíadas. Vice-campeão mundial em Chelyabinsk (2014), chegou como um dos favoritos e venceu na final o atual campeão mundial, Yeldos Smetov (CAZ).

Mudranov é o atual número 2 no ranking anual, atrás do campeão europeu, Robert Mshvidobadze (17/08/1989, RUS), mostrando que a briga nacional é forte. Como dois atletas por país são permitidos no mundial, tem tudo para protagonizarem uma final russa.

Marcha Atlética em 2017

maio 5, 2017 by

Dia 12 de março, Caio Bonfim, quarto lugar das Olimpíadas participou do Circuito Internacional de Marcha em Ciudad Juaréz eterminou em 21º lugar com 1:26:41. Érica de Sena, que terminou em sétimo lugar no Rio, ficou em segundo com 1:30:49, atrás apenas da campeã mundial e vice-campeã olímpica Maria Guadalupe González (MEX). Este ainda é seu melhor tempo na temporada. Seu recorde brasileiro é 1:27:18, anotado no mundial de Roma de 2016, quando ela levou o bronze.

 

Uma semana depois em Monterey, Érica de Sena deu o troco e venceu a prova, ainda que com um tempo pior: 1:32:07. Bonfim não participou desta prova. Jonathan Rickmann competiu nos 50km mas o 29º colocado nas últimas Olimpíadas não terminou a prova.

 

Na etapa de 1º de abril, em Rio Grande, Portugal, Bonfim melhorou seu tempo do ano (1:22:13, ainda longe do seu recorde, 1:19:42, alcançado no Rio), mas acabou apenas em sétimo lugar. Max dos Santos fez um discreto 1:36:16 terminando em 17º lugar. Érica não foi para Portugal, mas o Brasil teve três representantes: Cisiane Lopes terminou em 9º (1:37:44); Liliane Priscila Barbosa em 12º (1:39:33) e Elianay Pereira em 15º (1:49:55).

 

Em seguida, Caio e Érica participaram dia 15 de abril na etapa de Taicang, China. Competindo contra o forte time chinês e japonês, Caio venceu com o tempo de 1:22:16, praticamente idêntico ao registrado em Portugal. Já Érica ficou em 4º (1:31:31), atrás das três chinesas, lideradas pela medalhista de bronze no Rio, Lu Xiuzhi (1:31:01).

 

As próximas etadas do Walking Challenge serão a Copa Pan-Americana de Lima em 13 e 14 de maio (20km e 50km, além de 10km para menores de 20 anos); a Copa Europeia em Podébrady (RTC), dia 21 de maio; o Grande Prêmio de La Coruña, dia 3 de junho; e finalmente o Mundial de Atletismo, entre 4 e 13 de agosto.

 

Uma vitória numa competição internacional dá 12 pontos ao vencedor, 10 pontos ao vice, 8 pontos ao terceiro colocado e de 7 a 1 aos que terminam entre 4º e 10º. Numa prova continental, apenas os seis primeiros recebem pontuação, que varia de 6 a 1.

 

No quadro geral feminino, Érica de Sena lidera com 29 pontos, a frente das portuguesas Ana Cabecinha e Inês Henriques, ambas com 24. Kimberly García (PER – 18) e Sandra Arenas (COL – 16) completam o top5.

 

Entre os homens, Caio Bonfim está em 4º lugar com 16 pontos atrás de Andrés Chocho (EQU – 25); Eider Arévalo (COL – 24) e Evan Dunfee (CAN – 19) e a frente dos mexicanos Horacio Nava (15) e José Luis Doctor (14).

Rio 16 – Salto com Vara masculino

agosto 16, 2016 by

12- Pauls Pujats (SM)

Letônia (06/08/1991) – 1,87. Melhor Marca: 5,70

 

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