Quarta chance seguida para o Brasil na Davis

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E novamente pegamos a Rússia… Mas desta vez em casa. No saibro (?). Não dá para comemorar antecipadamente como aprendemos duramente nos últimos anos. Em 2009 depois do buraco negro causado pelo boicote em meados da década, já tinhamos decretada nossa ascenção. Thomaz Bellucci recém-campeão de Gstaad e Marcos Daniel em seu melhor momento (e um jogador considerado mais estável) receberiam o Equador dentro de casa. Tínhamos também uma das melhores duplas do circuito, Marcelo Melo e André Sá.

O que aconteceu em Porto Alegre foi um desastre brasileiro e uma vitória nas costas de Nicolas Lappenti, em seu úlitmo grande momento do circuito. No ano seguinte, o adversário era mais fraco ainda, mas Thomaz Bellucci em sua melhor fase da carreira sofreu diante da umidade indiana e teve de ir ao quinta set contra o 479º do mundo. A vantagem de 2 a 0 foi desperdiçada diante do desgaste físico e mental e os indianos viraram.

No ano passado fomos para a Rússia sem qualquer expectativa de vitória. Porém, Thomaz Bellucci conseguiu uma vitória relativamente fácil diante de Igor Andreev e esteve com dois match points a favor para definir o confronto diante de Mikhail Youzhny, no que seria sua vitória mais importante em piso sintético.

O cenário em 2012 é praticamente o mesmo do ano passado. Bellucci provavelmente sofrerá uma queda avassaladora no ranking neste mês após o descarte do resultado de Madrid e o medo é que isso signifique uma participação cada vez maior em challengers o que tanto pode servir para somar vitórias e reaver a confiança como pode o fazer afundar cada vez mais com derrotas inesperadas. João Souza a princípio parece ser naturalmente o número 2 do Brasil, ainda mais no saibro, mas tudo pode mudar até setembro.

Fico me perguntando qual será a cidade escolhida. Depois do sucesso do Brasil Open, me parece difícil que São Paulo não seja a sede, mas também vejo boas chances para o Rio de Janeiro, cada vez mais em alta na ATP receber o confronto. O fato é que agora parece que finalmente a torcida pode servir a favor de Bellucci e companhia, que depois de alcançar a final do Brasil Open em 2009 nunca mais teve bons resultados em casa.

É torcer para que finalmente o país espante a sina do playoff e consigue a promoção para o Grupo Mundial. Lá quem sabe, podemos até sonhar com um confronto em casa contra a Áustria ou Croácia (ou Cazaquistão se este conseguir se manter no Grupo Mundial e ultrapassar a Áustria). Mas ainda estamos um pouco longe demais dessa realidade.

Nos outros confrontos, a Suiça depende de Federer mais uma vez para se manter no Grupo Mundial ao visitar a Holanda. Alemanha e Austrália se enfrentam no confronto mais forte, sem favoritismo, enquanto Itália promete passar sem dificuldades diante de um defasado Chile. Japão tem mais time também diante de Israel, além de se valer do fator casa, mas se for um final de semana inspirado de Dudi Sela, tudo pode acontecer. Enquanto isso, duelos de países carregados nas costas entre Àfrica do Sul (Kevin Anderson) e Canadá (Milos Raonic) e Robin Soderling precisa estar presente para que a Suécia tenha alguma chance ao visitar a Bélgica.

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